Crônicas & Reflexões

Diz o adágio popular que é melhor ser um covarde vivo do que um herói morto. Ora, ninguém vive por ser covarde, nem morre para ser herói. A verdade é que pessoas se tornam covardes e outras heróis, por contingências as mais variadas, sem que os tenham como objetivo de vida.

Da mesma forma surge o Mito, este naturalmente depois da morte, porque em vida se destacou de alguma maneira em sua respectiva área, deixando para seus amigos algo bom e valioso.Isso aconteceu com nosso amigo e ilustre pesqueirense, Evandro Henrique Wanderley, Mago.

Embora não tenha tido oportunidade de conviver com o Mago, pude acompanhar, quase diariamente, o seu trabalho no SAP, desde que este entrou na internet. Cuidando da sonoplastia dos programas, muito me alegrava, também, ver as suas gravações, em vídeo, dos mais variados eventos da terrinha, feitas no passado e veiculadas durante as programações.

O Mago, o Alquimista, soube trazer o passado da terrinha para os dias de hoje, gratificante, especialmente para nós, os pesqueirenses ausentes por longos anos.

Raras vezes interagi com ele sobre os vídeos veiculados e ele me disse que eu ia ver muito outros, pois ele tinha um acervo grande que seria oportunamente mostrado.

Vai o Mago, fica o Mito, sua humildade e profissionalismo, por trás das câmeras e microfones do SAP, o credenciou para ser sempre lembrado por todos os pesqueirenses e pesqueiristas.

Seu Pesqueirismo Singular, na difusão desses eventos, mostrava o seu lado de homem da cultura pesqueirense, registrando para posteridade, a história dessa terra de tantos valores culturais.

Na humildade dos bastidores da Mídia falada, escrita e televisada da terrinha, lá estava o Mago, trazendo para nós e gerações futuras a historia desta nossa Pesqueira, Gigante do Ororubá.

Vai, amigo Mago, lá de cima nos mande as tomadas da Vida Eterna, mostrando a Grandeza do Reino do Senhor.

 

O mago era uma daquelas pessoas que você gosta de graça... Sua tranqüilidade, sua espontaneidade, e principalmente seu lado humano, fez com que muitos pesqueirenses o admirassem.

Se na realidade os bons vão direto para junto do altíssimo, tenho a certeza que você mago, já esta ao lado dele. para nós ficará a saudade daquele cinegrafista, entrevistador e narrador dos mais variados acontecimentos de pesqueira.

Esses acontecimentos não serão o mesmo sem você e sem sua câmera, é aquela câmera que registrava o que só seus olhos viam e seu coração mandava... Coração esse traiçoeiro que te deu alguns sustos, e que, no entanto, bateu até o último momento, senão firme e forte, no compasso da vontade de “Deus”.

Vai Evandro, ou seja, vai "Mago", ao encontro do pai eterno e se por lá encontrares nossa senhora das graças, e pesqueirenses que por aqui passaram, pede aos mesmos que em oração proteja todos que aqui ficaram e que precisam de muito amor e paz para seguir nessa jornada até o dia do encontro de todos.

Obrigada por você ser quem foi sua estória sobestes edificar com dignidade e fraternidade. As lágrimas dos que aqui estão são de saudade e de agradecimento, então não sofra com isso, e sim festeje ao lado do Pai.

 

Evandro Vanderlei

 

E por falar em saudades(...), saudades de um amigo que, certamente, foi o maior incetivador de um projeto de vida que todos nós temos:  SER FELIZ E MAIS NADA !!!
Evandro era assim, feliz (...) !!! Tive a honra de conviver com ele no SAP. Um exemplo de vida a ser seguido, muitas histórias (...), alegres, tristes (...), todas sem perder o humor, uma assinatura que lhe era peculiar.
Falar de você é facil (...)  espelhar-se  em você, vai ser meta para todos os sapianos, pesqueirense que realmente amam a nossa cidade. O senhor fez de você um instrumento de  paz, imortalizando você Evandro Mago, em nossas memórias, em nosso coração.
Obrigado por fazer parte da minha história, do meu cotidiano.
Alexandre Guedes dos Santos

Enganam-se completamente, aqueles que imaginam tornarem-se famosos, apenas por terem vultosa conta bancária, figurarem nas páginas sociais ou exercerem cargos políticos de grande envergadura. Tudo isto é efêmero, transitório. Precisam de muito mais. Devem, a meu ver, direcionar suas ações às boas causas e em favor dos mais carentes.

De um samba composto por Ataulfo Alves e Paulo Gesta, escolhemos uma frase bem conhecida para dar título a esta modesta crônica, cujo intuito é registrar a grande tristeza pela perda do amigo e grande idealista Evandro Henrique da Silva Wanderley. Assim, inspirado nos poetas, buscamos meios para prestar merecida homenagem ao grande amigo chamado carinhosamente de MAGO, que acaba de nos deixar.

Do pai, Henrique Wanderley, herdou o gosto pela música e o talento de lidar com fotos e imagens. Colaborou com vários conjuntos musicais e registrou em sua câmera, importantes cenas do nosso carnaval e outros eventos ligados à nossa cultura.

Foi atleta de futebol de salão e de campo, defendendo sempre o nome de Pesqueira com brilhantismo e disciplina.

Preservava importante acervo de fotos e filmes com atletas e artistas locais, o que demonstra o seu interesse pelas coisas boas ligadas à nossa terra.

Com muito sacrifício e dedicação pessoal, o abnegado desportista Evandro, desenvolveu importante trabalho sócio-esportivo, pois enquanto garimpava e forjava talentos para o futebol, evitava que garotos de nossas comunidades cedessem às tentações que a vida moderna lhes impõe.

 

Em 2004, abraçou, juntamente com Laurene Martins, Enilson Flávio e João Capri, a espinhosa tarefa de reativar o Serviço de Alto-falante de Pesqueira (S.A.P.). Lutava ardentemente pela realização do sonho de transformar o S.A.P. em uma rádio comunitária, cuja papelada tramita nas repartições localizadas em Brasília.

E logo agora, como segundo nos informa o professor Fernando, o processo está bem adiantado, um dos principais batalhadores pela importante conquista, recebe o chamado do Criador, sem ter a felicidade de ver esse projeto tornar-se realidade.

Evandro Vanderlei

Mesmo sentindo bastante a sua falta, todos nós, familiares e amigos, devemos aceitar tudo como normal, pois quando DEUS quer, uma ideia vira realidade, mesmo sem a presença material de quem a concebeu ou lutou por ela.

Finalmente, certos de um futuro reencontro, pedimos ao novo controlista de som do S.A.P., para fazer tocar o samba de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, “QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE”, oferecida ao amigo EVANDRO, que por sinal, gostava muito de ouvi-lo na voz da cantora Nora Ney.

 


Walter Jorge de Freitas

Estamos às vésperas de mais um reencontro. A cidade mais uma vez, abre os braços e o coração de mãe para acolher comitivas repletas de ex-alunos, hoje juízes ou ex-juízes, operários, ex-operários comerciários, ex-comerciários procuradores, ex-procuradores jornalistas, ex-jornalistas, jogadores, ex-jogadores, radialistas, ex-radialistas comerciantes, ex-comerciantes, professores, ex-professores, empresários, ex-empresários, ex-pesqueirenses, epa, era só o que faltava. Duvidamos que por mais numerosas que sejam as delegações, exista alguém com esse título.
Partindo do princípio de que não existe ex-pesqueirense, vamos ao que interessa. A nossa Pesqueira, mais de que nunca, está precisando de uma “forcinha” dos filhos ausentes.


Consideramos esta uma oportunidade ímpar para nos unirmos de armas ensarilhadas e refletimos um pouco sobre o nosso município. Está na hora de se tentar estabelecer um debate aberto e sem qualquer conotação partidária sobre a situação da nossa terra e se possível, procurarmos diagnosticar e receitar um remédio capaz de recuperar a fisionomia anêmica e maltratada desta cidade que já foi considerada uma das mais bonitas do Estado de Pernambuco.
Não é novidade para ninguém que nos anos noventa o nosso município enfrentou sérios problemas econômicos. Entretanto, graças ao espírito empreendedor dos grandes e pequenos empresários, as sucessivas crises foram superadas. A nossa economia está reagindo, o comércio crescendo, se diversificando, gerando empregos e recolhendo mais impostos.


Já do lado do poder público, a recíproca não tem sido verdadeira. As ações governamentais postas em prática nas últimas décadas são tímidas e não acompanham o ritmo do setor privado nessa marcha incansável em busca de uma recuperação.


Pelas razões acima citadas, julgamos ser este um momento ideal para conversarmos e debatermos sobre tudo o que se passa com o nosso município e cada um oferecer as suas sugestões para a solução dos inúmeros e crônicos problemas que nos afligem.


Não há, pois, tempo a perder. Existem situações que exigem providências urgentes e a perda de tempo, poderá resultar em consequências irreversíveis, o que certamente não é do interesse de nenhum de nós.
Portanto, conterrâneos, a exemplo do que já ocorreu em outras oportunidades, coloquemos o pesqueirismo acima de tudo. A terrinha mais uma vez, agradece.

NOTA: O autor destas maltraçadas lembra a quem possa interessar que não é vinculado a nenhum partido ou grupo político e muito menos candidato a qualquer cargo eletivo, coisas para as quais, não leva o menor jeito e não tem a mínima aptidão.


 

Walter Jorge de Freitas

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