SOBRAS DE CAMPANHA

Criado: Sábado, 04 September 2010

A campanha política realizada pelos diversos candidatos aqui em Pesqueira, pode não ter sido rica de dinheiro, mas no quesito lixo, foi de uma abundância sem precedentes. Para se ter uma idéia da sujeira, aqui no bairro do Prado, nesta segunda-feira, logo cedinho, passou uma equipe da limpeza urbana tirando o grosso do lixo. Mais tarde veio outra turma mais numerosa e melhor equipada que levou mais um montão de “santinhos”. Mas ainda existem restos de campanha espalhados por toda a cidade. Espera-se que a normalidade volte o mais breve possível.

 

Falar em sobras de campanha nos remete aos anos 90, quando este assunto foi tema de uma empolgante novela policial que teve um final triste e até hoje, o enredo não foi totalmente esclarecido. Até um presidente da república perdeu o mandato.

 

Ainda estamos sob o efeito da ressaca eleitoral e a essa altura tem muita gente se virando para quitar as contas. Tenho um amigo publicitário que está até rezando para que certo candidato lhe pague pelos trabalhos realizados.

 

Este primeiro turno nos trouxe algumas surpresas, a começar pelo crescimento de Marina, fator responsável pela necessidade de segundo turno, provocando além de surtos de insônia, o indesejado adiamento de vários banquetes.

 

A outra novidade ficou por conta da Justiça Eleitoral que gastou uma nota em campanha através da imprensa orientando o eleitor para, na hora de votar, levar além do título um documento oficial com foto. De supetão, o título foi descredenciado, desmoralizando solenemente a principal identidade do eleitor. E quem perdeu horas nas filas para tirar a segunda via desse documento, como ficou? Parece brincadeira!

 

Tivemos também uma palhaçada, com todo o respeito aos palhaços profissionais. Alguns políticos (palhaços amadores) exploraram a popularidade de Tiririca e o transformaram em puxador de votos, resultando na eleição de figurões de fichas duvidosas do maior colégio eleitoral do Brasil – São Paulo.

 

O Dr. Arraes, Marcos Freire, Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas, Antônio Carlos Magalhães, Franco Montoro, Magalhães Pinto – verdadeiros puxadores de votos -, se ainda estivessem por aqui, certamente reprovariam esse expediente vergonhoso e acima de tudo, preocupante, porque eles que levavam a política a sério.

 

Espera-se que o efeito Tiririca não repita o fiasco que se deu em outras eleições, quando foram utilizados cantores e atores de grande popularidade com esse fim e os mesmos se constituíram em verdadeiras decepções como parlamentares.

Para surpresa de muitos, haverá segundo turno para presidente. Também teremos outra eleição para governador em oito Estados e no Distrito Federal. Devemos torcer para que o nível das campanhas melhore e que as promessas cedam lugar às propostas concretas de governo, sem ficção, pois o povo já mostrou que sabe tomar decisões e que nem sempre obedece àqueles que se julgam seus eternos guias e não se deixa induzir por pesquisas tendenciosas.

 

O primeiro turno serviu para desmoralizar os institutos de pesquisas e desmascarar os cientistas políticos. Há quem acredite que houve falhas nas pesquisas. Prefiro achar que tentaram levar o eleitor na conversa e não deu certo.

SÓ SEI QUE A DECISÃO FICOU PARA A PRORROGAÇÃO E NÃO HAVERÁ EMPATE.

Walter Jorge de Freitas