POR AMOR A PESQUEIRA

Criado: Quarta, 17 November 2010

Estamos às vésperas de mais um reencontro. A cidade mais uma vez, abre os braços e o coração de mãe para acolher comitivas repletas de ex-alunos, hoje juízes ou ex-juízes, operários, ex-operários comerciários, ex-comerciários procuradores, ex-procuradores jornalistas, ex-jornalistas, jogadores, ex-jogadores, radialistas, ex-radialistas comerciantes, ex-comerciantes, professores, ex-professores, empresários, ex-empresários, ex-pesqueirenses, epa, era só o que faltava. Duvidamos que por mais numerosas que sejam as delegações, exista alguém com esse título.
Partindo do princípio de que não existe ex-pesqueirense, vamos ao que interessa. A nossa Pesqueira, mais de que nunca, está precisando de uma “forcinha” dos filhos ausentes.


Consideramos esta uma oportunidade ímpar para nos unirmos de armas ensarilhadas e refletimos um pouco sobre o nosso município. Está na hora de se tentar estabelecer um debate aberto e sem qualquer conotação partidária sobre a situação da nossa terra e se possível, procurarmos diagnosticar e receitar um remédio capaz de recuperar a fisionomia anêmica e maltratada desta cidade que já foi considerada uma das mais bonitas do Estado de Pernambuco.
Não é novidade para ninguém que nos anos noventa o nosso município enfrentou sérios problemas econômicos. Entretanto, graças ao espírito empreendedor dos grandes e pequenos empresários, as sucessivas crises foram superadas. A nossa economia está reagindo, o comércio crescendo, se diversificando, gerando empregos e recolhendo mais impostos.


Já do lado do poder público, a recíproca não tem sido verdadeira. As ações governamentais postas em prática nas últimas décadas são tímidas e não acompanham o ritmo do setor privado nessa marcha incansável em busca de uma recuperação.


Pelas razões acima citadas, julgamos ser este um momento ideal para conversarmos e debatermos sobre tudo o que se passa com o nosso município e cada um oferecer as suas sugestões para a solução dos inúmeros e crônicos problemas que nos afligem.


Não há, pois, tempo a perder. Existem situações que exigem providências urgentes e a perda de tempo, poderá resultar em consequências irreversíveis, o que certamente não é do interesse de nenhum de nós.
Portanto, conterrâneos, a exemplo do que já ocorreu em outras oportunidades, coloquemos o pesqueirismo acima de tudo. A terrinha mais uma vez, agradece.

NOTA: O autor destas maltraçadas lembra a quem possa interessar que não é vinculado a nenhum partido ou grupo político e muito menos candidato a qualquer cargo eletivo, coisas para as quais, não leva o menor jeito e não tem a mínima aptidão.


 

Walter Jorge de Freitas