MORRE O HOMEM, FICA A FAMA

Criado: Sexta, 25 March 2011

Enganam-se completamente, aqueles que imaginam tornarem-se famosos, apenas por terem vultosa conta bancária, figurarem nas páginas sociais ou exercerem cargos políticos de grande envergadura. Tudo isto é efêmero, transitório. Precisam de muito mais. Devem, a meu ver, direcionar suas ações às boas causas e em favor dos mais carentes.

De um samba composto por Ataulfo Alves e Paulo Gesta, escolhemos uma frase bem conhecida para dar título a esta modesta crônica, cujo intuito é registrar a grande tristeza pela perda do amigo e grande idealista Evandro Henrique da Silva Wanderley. Assim, inspirado nos poetas, buscamos meios para prestar merecida homenagem ao grande amigo chamado carinhosamente de MAGO, que acaba de nos deixar.

Do pai, Henrique Wanderley, herdou o gosto pela música e o talento de lidar com fotos e imagens. Colaborou com vários conjuntos musicais e registrou em sua câmera, importantes cenas do nosso carnaval e outros eventos ligados à nossa cultura.

Foi atleta de futebol de salão e de campo, defendendo sempre o nome de Pesqueira com brilhantismo e disciplina.

Preservava importante acervo de fotos e filmes com atletas e artistas locais, o que demonstra o seu interesse pelas coisas boas ligadas à nossa terra.

Com muito sacrifício e dedicação pessoal, o abnegado desportista Evandro, desenvolveu importante trabalho sócio-esportivo, pois enquanto garimpava e forjava talentos para o futebol, evitava que garotos de nossas comunidades cedessem às tentações que a vida moderna lhes impõe.

 

Em 2004, abraçou, juntamente com Laurene Martins, Enilson Flávio e João Capri, a espinhosa tarefa de reativar o Serviço de Alto-falante de Pesqueira (S.A.P.). Lutava ardentemente pela realização do sonho de transformar o S.A.P. em uma rádio comunitária, cuja papelada tramita nas repartições localizadas em Brasília.

E logo agora, como segundo nos informa o professor Fernando, o processo está bem adiantado, um dos principais batalhadores pela importante conquista, recebe o chamado do Criador, sem ter a felicidade de ver esse projeto tornar-se realidade.

Evandro Vanderlei

Mesmo sentindo bastante a sua falta, todos nós, familiares e amigos, devemos aceitar tudo como normal, pois quando DEUS quer, uma ideia vira realidade, mesmo sem a presença material de quem a concebeu ou lutou por ela.

Finalmente, certos de um futuro reencontro, pedimos ao novo controlista de som do S.A.P., para fazer tocar o samba de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, “QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE”, oferecida ao amigo EVANDRO, que por sinal, gostava muito de ouvi-lo na voz da cantora Nora Ney.

 


Walter Jorge de Freitas