Depois de um prato de guisado com cuscuzTirado de um caldeirão todo amassadoA gente sobe até o XucurusAtrás de Bloco grande ou Bloco safado Sai da Barriguda, pega pela Paes Barreto.Cruza a Frasqueira, pra sair na Profissional.Na Praça da Rosa, um banho no coreto.Pra tirar o colorau Subindo a ladeira do MotorQuem não aguenta vai andando.Uns “frevam” na batida do tambor.Outros, só os pés arrastando. O sol quente feito brasaO rabo cheio de cana“Amor, vamos pra casa?!”“Vou nada!!!...te dana” Biró faz uma coreografia e agitaO tira gosto no bolso...uma pitomba. Quando o Bloco atrasa, o povo grita.“Booora!!!.... Olha a cera Tromba” De repente um peido “avoa”No meio da multidão“Cagaram, bota o cu na rifa.Uma voz entoa Logo soltam outro...num tem jeito não! Os passistas fazem piruetas, abrem escala.Cada um que seja mais “afoite”Boca seca, cuspindo bala.Quatro “dia” e quatro “noite” Camisa rasgada, sem botão.Perto do fim, já é segunda.Um barbante segurando o calçãoQue entra na bunda Desce do Prado, dá dez voltas na Praça.Pra tudo acabar lá no Salgado.Na Baixa, um folião cheio de cachaça.Grita: “ô...carnavá arretado!!!!” Com Bloco tudo é pertoNão existe lonjuraMãe em casa com o portão abertoDe cara feia reclama: “menino tis conjura” Um “papudim” agarrado com uma putaNa mão uma lata de pituSe não fosse ele nessa lutaNo lugar dele seria tu! Na quarta-feira bem cedoPassa um casal de “bebo”Ele....só de calção... havaiana no braçoEla....fantasia rasgada.....sem cabaço Sem Bloco Sem Bloco???......Ooooxe!!!Não tem cabra no mundo...Que aguente essa “briga”...Quem tu?!!...Eu duvido!!!...Fi de rapariga...