Sósia da lua, grácil prata
Você, signo de infinito espanto
Flor de aromas silvestres
Que aromatizam de encanto
Da vida, seiva e esperança
Salmo em sublime fulgor
Marcas da imensa saudade,
Rosários de lágrima e dor
Réstea efêmera de artifícios
Vértices azuis, céu e mar
Lustres de harmônicas cenas
Postais de um eternizar
Dogmas de afeto e ternura
Se esplendem em toda emoção
Tensão máxima de amplexos
Lírico amuleto e expressão
Transpondo o lógico e o incauto
Com ardor se "transfiguriza"
Em transe excede as barreiras
Alinda e acalora a vida
Em você me reencontro
Na paz do afeto e o calor
Num fenômeno eletrizante
Do inominável amor...