Em cidades do Interior, principalmente nas menores, tinham-se as chamadas Matriarcas. Elas adquiriam poderes políticos, pelo fato de serem esposas de eternos prefeitos e a partir dai, já viravam uma tradição com direito a sobrenome. Estas tradições poderosas, muitas vezes, permaneciam mesmo após a morte do digníssimo esposo e deste modo, as próprias viúvas, em muitas ocasiões, lançavam as suas próprias candidaturas ao cargo de prefeita.
Um amigo meu, me contou, com muito gosto, uma história em que uma dessas matriarcas, já como candidata, foi ao comício mais importante da sua campanha, aquele que acontece na Praça central da cidade. A multidão já posicionada, esperando o grande momento do seu discurso, ela toda enfeitada, só esperando ser anunciada pelo locutor para entrar no palanque, porém, nesse momento sentiu muita dificuldade para subir no mesmo, possivelmente devido a sua idade avançada. Um fiel assessor correu para ajudá-la, mas, mesmo assim, teve que fazer uma forcinha a mais e aí, soltou um peido. Um menino que estava perto dela, presenciou o fato e começou a gritar: “a véa soltou um peido...”. Taparam a boca dele, mas, ele conseguiu se livrar e continuou gritando: “a véa soltou um peido eu vi...”. Um organizador da campanha lamentou: “perdemos a campanha...!!!”.
Com isso, a oposição aproveitou a oportunidade para criar uma música, que ficou mais ou menos assim:“Panram pam pam panram....Panram pam pam panram....Panram pam pam panram” e depois colocaram a letra. No outro dia o carro de som já circulava na cidade tocando:
“A vaca véa peidou.... A vaca véa peidou.... A vaca véa peidou....”